Descoberto um novo tipo de pentágono, capaz de “ladrilhar uma superfície”

“Achar uma forma geométrica dessas é como descobrir uma nova partícula atômica”.

A Frase é de Casey Mann, professor de matemática da Universidade de Washington, em Bothell, integrante da equipe que descobriu um novo tipo de pentágono capaz de “ladrilhar uma superfície” – ou seja, cobrir totalmente uma superfície plana sem que haja sobreposições ou espaços vazios. Seria somente o 15º pentágono do tipo encontrado, e o primeiro encontrado em 30 anos.

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A equipe utilizou um programa de computador para procurar exaustivamente um grupo grande, mas finito, de possibilidades.

O grupo de descobridores é composto pelos professores Casey Mann e Jennifer McLoud-Mann, além do aluno recém-formado David Von Derau, um aluno recém-formado.

Acredita-se que a descoberta pode levar a avanços nas áreas da química e do design de estruturas – especificamente no estudo de cristais e no campo emergente da auto-montagem – os cientistas buscam criar estruturas que se juntam sozinhas, graças a seus formatos e outras propriedades.

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PRPPG/Ufes promove curso Método Lógico para Redação Científica

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação promoverá o curso Método Lógico para Redação Científica, que será ministrado pelo professor Gilson Volpato nos dias 24 e 25 de setembro, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, no auditório Rosa Maria Paranhos, no Centro de Ciências da Saúde (CCS).
O objetivo do curso é promover o desenvolvimento de um discurso científico coerente e compatível com o padrão exigido em produções de circulação internacional e sobre como fazer e comunicar conhecimento científico na atualidade. As referências são as publicações de circulação internacional, seus códigos, suas regras e práticas.
As vagas para o curso presencial são limitadas. Por isso, serão disponibilizadas apenas três vagas para docentes, indicados pela coordenação de cada Programa de Pós-Graduação (PPG). Os docentes participantes deverão se comprometer a atuar em seu Programa de Pós-Graduação como multiplicadores dos conhecimentos apreendidos durante o curso.
O curso será transmitido em tempo real, via webconferência. O PPG que se interessar poderá organizar salas para participação virtual e solicitar à PRPPG o link de conexão.
O professor Gilson Volpato é livre-docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no Instituto de Biociências, e atua há 25 anos nas áreas de Metodologia, Redação e Publicação Científica, sendo autor de oito livros sobre o assunto. Ele também presidiu a Comissão dos Editores Científicos da Unesp durante quatro anos.

Fonte: Ufes

Presidente da SBEM lança nota em apoio ao Pibid

Excelentíssimos Senhores
Ministro da Educação, RENATO JANINE RIBEIRO, e
Presidente da Capes, CARLOS AFONSO NOBRE

Prezados Senhores,

Ao preocupar-se com uma educação matemática de qualidade no país, e ter como um objetivo principal pesquisar, contribuir e agir para isso, a SBEM – Sociedade Brasileira de Educação Matemática – preocupa-se, igualmente, com a formação do professor que ensina matemática, por considerá-la um vetor intrinsecamente associado à obtenção daquele objetivo.
Estamos cientes, pois as pesquisas e levantamento de dados efetuados na área indicam isso, de duas grandes lacunas nos cursos atuais de licenciatura em matemática, a saber: a desconexão entre disciplinas de conteúdo da área específica e disciplinas matemáticas escolares, bem como a desconexão entre universidade e escola.
Sobre a primeira, pesquisas atuais na área de educação matemática têm evidenciado, de modo contundente, aspectos dos conteúdos matemáticos do ensino básico que professores não conhecem suficientemente, mesmo após terem sido bons alunos em sua formação inicial. Apesar de as diretrizes nacionais para as licenciaturas induzirem à necessidade dessa conexão, o atrelamento das disciplinas de formação do professor às do bacharelado, por manutenção de estruturas e concepções departamentais arraigadas nas universidades, tem mantido inadequada a grade destinada ao licenciando, impondo total distância entre a matemática acadêmica da formação e a matemática escolar da profissão. Outra decorrência é que os projetos pedagógicos das licenciaturas não têm encontrado espaços para enfrentarem essa problemática crucial. É um problema grave que tem sido objeto cada vez mais de pesquisas na área de educação matemática, desvelando a problemática, divulgando-a e buscando caminhos, mas que não tem encontrado respaldo em políticas públicas para sua solução.
Quanto à desarticulação universidade-escola, as horas de estágio obrigatório não têm conseguido superá-la de modo consistente. Nesse sentido, o Pibid é visto como um dos programas estratégicos para a melhoria da educação básica, por se propor a fazer a ponte entre o mundo universitário e o banco da sala de aula. (O Globo, 24/06/2015). A trilogia graduando/coordenador/supervisor, todos bolsistas, atuando na escola, tem assegurado essa aproximação reflexiva e comprometida. O programa adquire assim um status de estágio consistente, capaz de mudar o envolvimento e a percepção do licenciando sobre a profissão de professor e a levar para a sala de aula um ensino mais significativo.
Pelo exposto, considerando a perspectiva ainda distante de solução do primeiro problema, e considerando que o PIBID constitui-se em programa que foca e ataca o outro problemas crucial das licenciaturas, a SBEM considera que o possível corte de verbas no mesmo representaria um retrocesso no avanço da concepção das licenciaturas, que voltariam ao estado de pouca ou quase nenhuma contribuição para mudanças no estado insatisfatório da educação no país. Manifesta-se, portanto, inteiramente contrário ao mesmo.

Cordiais saudações,
ALESSANDRO JACQUES RIBEIRO
Presidente da SBEM